Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

O UBTBoulder está ai!



É neste próximo final de semana (11 e 12/07), que acontece mais uma vez o UBTBoulder nos famosos blocos do Pontão da Fortaleza, em Ubatuba (SP). Como em todas as edições anteriores, a finalidade do evento é fazer uma grande confraternização entre escaladores de várias partes do Brasil para escalarem ao máximo. E desta vez, na noite ainda rola um agito que fica por conta de alguns DJ´s.

O Linha - organizador do evento - estará disponibilizando no decorrer desta semana o croqui com os boulders do Pontão. E para quem vai, se liga no site do evento, que já conta com umas opções de local para se instalar por lá: www.ubtboulder.com


Nova via em Andradas: Amigos são Diamantes


Por: Marco A. Nalon


Pedro Zeneti, abrindo a 3º enfiada da Amigos são Diamantes. (foto Marco A. Nalon)


A nova via da Pedra do Elefante,em Andradas (MG), está no setor chamado “corpo do elefante”, e tem seu início entre as vias Zênite e 5.15, aproveitando ao máximo as linhas entre elas.

“Amigos são Diamantes” (5 VIIa E2) teve seus 175m conquistados no melhor estilo de Andradas, de baixo, com batedor. A furadeira foi utilizada somente em algumas chapeletas no trecho mais vertical.

A primeira enfiada começa com uma saída de 5º, mas vai melhorando até chegar na primeira chapeleta, a uns 6m. Confira se sua corda tem os 60m necessários para essa enfiada, pois o participante ficará com alguns centímetros de corda apenas. Use o máximo de costuras longas nessa enfiada.

Da primeira parada pode-se ver a direita a segunda parada da 5.15 e a chapeleta da travessia.
Na segunda enfiada, pode-se ver a esquerda as chapeletas da Zênite antes de seu arco de aderência, por isso olhe bem o croqui e siga tendendo para a direita.

Na terceira enfiada vem o desafio da via, que é passar um trecho vertical, de 7º, bem protegido, mas exigente. Depois é só desfrutar do conforto da terceira parada dentro de um buraco inacreditável. Nesse ponto tome cuidado com um grande bloco solto acima do buraco.

A quarta enfiada encontra um trecho mais positivo, mas que requer atenção, chegando ao final na última parada que é compartilhada com a 5.15.

A partir desse ponto o rapel pode ser feito pela própria via, com duas cordas, ou pela 5.15 se estiver só com uma corda.
Leve os camalots 0.2, 0.3, 0.4, 0.5, 0.75 e1, que será o suficiente para a escalada.

Baixar croqui em PDF aqui!

Fonte: http://www.escaladabrasil.com/osite/modules.php?name=Content&pa=showpage&pid=92

Resultado da 2ª Etapa do Campeonato de Boulder do RJ

ASPIRANTE FEMININO:

1º LUGAR: Amanda Coelho - FEMERJ
2º LUGAR: Thais Gomes - CNM
3º LUGAR: Andrea Rezende - CNM


ASPIRANTE MASCULINO:

1º LUGAR: Blanco P. Blanco - FEMERJ
2º LUGAR: Guilherme Carvalho - FEMERJ
3º LUGAR: Geovane "Gege" - CET
4º LUGAR: Alex Maia - CET
5º LUGAR: João Matheus - FEMERJ
Gustavo Gontijo - FEMERJ
7º LUGAR: Leandro Pestana - CNM
8º LUGAR: João Henrique - CNM


MASTER FEMININO:

1º LUGAR: Camilla Porto - FEMERJ
2º LUGAR: Luana Riscado - FEMERJ (ONCOMED, Voltaire e Escalada Indoor Icaraí)
3º LUGAR: Natália Falcão - FEMERJ
4º LUGAR: Angela Cristina Vargas - FEMERJ
5º LUGAR: Ana Alvarenga - FEMERJ (Abrigo do elefanrte)
6º LUGAR: Flavia dos Anjos - FEMERJ
7º LUGAR: Yuri Hayashi - FEMERJ (Escalada Café e Lojinha de Escalada)


MASTER MASCULINO:

1º LUGAR: Eric Teles - CEF / FEMERJ
2º LUGAR: Daniel Hans "Coçada" - FEMERJ
3º LUGAR: Caio Gomes - FEMERJ (Kioshi Terapias Orientais, Escalada Indoor Icaraí, Vdoze e Lechen)
4º LUGAR: Pedro Gomes - FEMERJ (Kioshi Terapias Orientais, Escalada Indoor Icaraí e Artplan Comunicação).
5º LUGAR: Claudio Brisighello - FEMERJ (Escalada Café e Lojinha de Escalada)
6º LUGAR: Antônio Sérgio Monteiro - FEMERJ (Escalada Indoor Icaraí)
7º LUGAR: Lyno Ferraz - FEMERJ
8º LUGAR: Alexis Hernández - FEMERJ
9º LUGAR: Daniel Lustoza - FEMERJ

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

A segurança dele(a) é sua responsabilidade!

Você é REALMENTE atento quando fornece segurança para alguém?

Não é novidade para ninguém - que tenha recebido o mínimo de instrução correta - que na montanha a sua segurança não depende de vc mesmo (na maioria das vezes), e sim, esta nas mãos de teu parceiro (de quem você deveria conhecer bem, e confiar).

Se atente sempre ao ato de fornecer segurança a alguem. Pois... 'Os imprevistos acontem quando agente menos espera.'

Reproduzo abaixo um vídeo que vi no Blog do Luciano.



Revista Head Wall


A Editora Alta Montanha, que publicou a revista Headwall está oferecendo um pacote com as 9 edições ainda disponíveis (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 10, 12) por em R$ 65,00 (correio incluso). Importante fonte de documentação do nosso esporte, foi a revista que mais tempo conseguiu se manter. Se você tem interesse, compre antes que acabe! http://www.revistaheadwall.com.br

Fonte: http://espnbrasil.terra.com.br/eliseufrechou/

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

A hora da alimentação durante as viagens e escaladas

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Por Gabriela Saliba (conta com o apoio da Jasmine: www.jasminealimentos.com.br)

O que e o quanto levar de alimentos na mochila para uma viagem, são duas perguntas básicas, e que podem pesar nas suas costas, literalmente, numa caminhada. A importância de uma alimentação equilibrada é fundamental para o bom desempenho numa atividade física.

Existem alguns alimentos que têm maior importância, assim como, por exemplo, a banana passa e o damasco. Estes dois são fáceis e leves para o transporte, pois não possuem água e sua ação é direta na reposição de certos nutrientes que agem diretamente em no sistema muscular, livrando da probabilidade de uma câimbra, situação desconfortável, e que pode gerar uma série de complicações durante uma viagem.

A granola (e todos os alimentos desidratados), o mel, as sopas instantâneas, o polenguinho e o clássico miojo fazem parte do cardápio de todo o viajante. O pão árabe dura mais tempo, sem virar uma farofa; a azeitona repõe o sal e a rapadura o açúcar. Barrinhas energéticas além do açúcar nelas contido, oferecem vários nutrientes importantíssimos. Também são bem recebidos na mochila os amendoins, as castanhas de caju e do Pará e as frutas secas, além dos liofilizados.

Durante a noite, normalmente é o momento do prato quente. Se a caminhada for longa durante o dia, no macarrão podem entrar uma série de complementos, que variam de acordo com a criatividade do cozinheiro: salsichas, batatas, beterraba, abóbora, chuchu, ervilhas, PTS (Proteína Texturizada de Soja), atum, gersal.

Longas viagens - Se a viagem for longa, vale a pena fazer o tradicional chapati, um pão feito com água, sal e farinha, e que pode vir a ser incrementado com margarina e até mel.

Para os primeiros dias, as frutas que possuem mais água como a pêra, a suculenta maçã e a laranja além da cenoura e do aipo, são bem interessantes. Algumas pessoas gostam de levar shoyu (molho de soja), um excelente energético, orégano, cogumelos secos, purê de batata em pó, batata palha, farofa pronta e até feijão de preparo rápido. Geléias e requeijão cremoso podem transformar num banquete o seu lanche.

Os sacos Zip substituem os vários potinhos plásticos. Não esqueça o potabilizador de água! (o mais conhecido é o “Clor-in”, vendido em farmácias).


Fonte: http://www.webventure.com.br/montanhismo/conteudo/noticias/index/id/25639

Fogareiro a álcool: faça o seu!


Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Feira da Pechincha 2009 do Clube Alpino Paulista

Clique no cartaz para visualizar as informações do evento.
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2ª Etapa do Campeonato de Boulder do RJ

Acontecerá no dia 05 de julho, a 2ª Etapa do Campeonato Estadual de Boulder 2009 - RJ.

Confiram o Vídeo Animação com as informações da 2ª Etapa do Campeonato Estadual de Boulder 2009 - RJ.


Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Mais uma ação do Adote uma Montanha no ES

Placa oficial do PAM. Clique para ampliar.


No ultimo sábado (20/06) aconteceu mais uma ação do PAM (Programa Adote uma Montanha) no Morro do Moreno, localizado na cidade de Vila Velha, ES. A área foi 'adotada' em 2005 pela ACE (Associação Capixaba de Escalada), e vem tendo uma atenção especial por conta de seus associados, que atuam durante o ano nas diversas ações voluntariamente, no objetivo de ajudar a manter uma ordem no lugar.


Adote uma Montanha - Morro do Moreno, ES from Oswaldo Baldin on Vimeo.


Por estar localizado dentro de uma área urbana, o local vem recebendo a cada dia mais e mais visitantes. Desde os que vão para curtir a boa energia de ter uma área verde dentro da cidade, possibilitando fazer uma caminhanda, escalada, pedalar, voar, até (infelizmente) dos que por lá tem frequentado com o objetivo único de zonear o lugar, destruindo a vegetação criando atalhos, deixando muito lixo para traz, colocando seus super celulares para tocarem no ultimo volume, dentre outras cagadas.

Mas alguns amantes do lugar tem abraçado a causa de cuidar da área: desde instituições à grupos de amigos, que volta e meia por lá passam recolhendo lixo e procuram dar o recado de conscientização para os mais desavisados e ignorantes. Um trabalho de formiguinha, difícil e cansativo, mas extremamente necessário e também eficaz. Um bom exemplo é a redução de novas pichações depois que começamos a retirará-las.


Instalação da placa do PAM no acesso ao Morro do Moreno.


As 8h do sábado a galera estava reunida para trabalhar!

Na porta de entrada do Morro do Moreno, local que dá acesso aos setores de escalada, rampa de vôo livre e trilhas, foi instalada a placa oficial do PAM. Ela traz condutas de mínimo impacto em ambientes naturais, e dá o recado de quem esta atuando na preservação e manutenção do lugar.

Remoção de pichações.


Desde a primeira ação em abril de 2005 vem sendo investidos esforços para remover as pichações que existiam no setor da Testa da Macaca, local que fica bem de frente para a Terceira Ponte e dava um aspecto absurdo de poluição visual ao morro. Nesta ação do sábado praticamente se concluiu a retirada de todas as pichações do setor. Dá para perceber claramente que a natureza esta por sua conta sumindo com as manchas causadas pela tinta, cobrindo com musgos os lugares em que esta tinta foi retirada.


Instalação de placas informativas e educativas.


Outras nove placas foram instaladas em diversos locais, algumas indicativas, informando setores de escalada, trilhas, etc., e outras educacionais, para tentar dar uma conscientizada nos visitantes. Vida longa as plaquinhas! Isso se o ato do vandalismo não aparecer e destruí-las. Mas se assim acontecer, novamente as colocaremos!


A galera que arregaçou as mangas.


Maiores informações sobre o PAM no ES, e informações de como ajudar nas ações, podem ser obtidas no site da ACE: www.ace-es.org.br


Água mole e pedra dura, tanto bate até que fura... e isso dá via!

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Sarah se refrescando na via H²O.


Das ultimas vezes que fui escalar em Cachoeiro de Itapemirim (ES) - pelas bandas do Complexo do Itabira - e encontrava com o Kinkas (escalador nativo), ele sempre me falava para entrar em uma via que havia conquistado nas proximidades da Cachoeira da Concórdia, a uns 20min do centro da cidade. Dizia que era uma linha bonita, em que um córrego de água passava ao lado da via, do cume à base, pelos mais de 300 metros de parede. Mas acabava que conhecer a via ficava no 'deixa pra depois', até porque, sempre que me topava com ele, vinha a ser no ultimo dia de trip por aquelas bandas, e ai nunca sobrava tempo de ir na tal via da água...

Segundo ele, esta água foi a grande salvação durante o verão, época ingrata em que conquistaram a via. Digo ingrata porque se tratando de verão em Cachoeiro, pode considerar um calor insuportável! A cidade se destaca no ranking como uma das mais quentes do ES.


Baldin se hidratando na via.


Em companhia com sua esposa Valéria, realizaram várias investidas na Pedra da Concórdia para conquistar a via, e se refrescavam-se na água entre um grampo e outro. Durante a ultima investida, enquanto lá estavam no suor da grampeação da via, lá em baixo em um bar no vilarejo de Concórdia - que fica de cara pra via - os pinguços de plantão apostavam que eles não iriam conseguir chegar ao cume daquela parede. Para torcerem a língua (e perderem a aposta), ouviram lá do cume os tiros de morteiro soltos pelo casal. Quando os dois desceram e passaram pelo bar, foram parados e presenteados com o fruto da aposta: 10 cervejas! E por lá ficaram, um bom tempo narrando sobre a empreitada de conquistar a Pedra da Concórdia.


Fred nos agarrões da quarta enfiada.


Pois bem, o feriado de Corpus Christi estava desacreditado pelas bandas de Vitória, pois o tempo estava horrível: nublado e chuvoso. O feriado se passava e nada de escalada, até que na noite do sábado resolvi bater um telefonema para o Kinkas, e saber como estava o tempo por Cachoeiro de Itapemirim. Como nativo da região, confirmou bom tempo para o domingo. Booooa, pelo menos uma escaladinha no feriado, e desta vez na via tão falada.

As 5h do domingo partimos em quatro de Vitória: Sarah, Fred, André e eu. Geralmente o acesso a montanha na grande maioria das vezes vem a ser a parte mais perigosa da escalada, em se tratando de estrada e automóveis... e com Fred no volante a adrenalina vai a mil, pois com apenas 1:10h já havíamos percorrido os 130km que separa Vitória de Cachoeiro! Passamos na casa do Kinkas, o colocamos no carro e rumamos para a Cachoeira de Concórdia.


A linha da via H²O na A Pedra da Concórdia.


A estrada de terra que dá acesso a pedra termina em um terreiro que é quintal de duas casas, onde deixamos estacionado o carro, e pedimos autorização aos moradores para entrar em suas terras. Deste local dá para avistar perfeitamente a linha da via: a parede é toda coberta por bromélias, e em uma linha na parte central da parede existe um único 'caminho' sem vegetação, que rasga de baixo em cima. É a única e perfeita linha: muito óbvia. E é possível observar também se a água esta escorrendo pela parede. Segundo Kinkas, em tempos atras os moradores disseram que a água era potável. Então, se quiser não levar o cantil parede acima, pode dar uma bicada nela com facilidade a partir da segunda enfiada, onde a via passa bem próximo a água.

A partir do quintal, subimos por uma estrada no cafezal e depois bem da reta da via, subimos e entramos na mata. Apesar de não ter uma trilha batida na mata, o percurso é óbvio: é só tocar na reta da via. Com uns 30min se faz esta aproximação a partir de onde se deixa o carro.


André dividindo a agarra com o córrego de água.


Dividimos o bando em duas cordadas: na frente fui com Sarah revezando na guiada, e na outra cordada vinha Fred guiando, com André e Kinkas na sequência. O dia estava bonito, céu limpo e ensolarado, com um clima fresco totalmente agradável para se escalar. Esta foi a prova, na prática, de que realmente estamos na temporada da escalada - principalmente para se fazer paredes -, pois escalar com sol em Cachoeiro geralmente é um martírio (como foi apresentado), e desta vez, o sol não incomodou em nada.

Com a rocha meio úmida, Sarah saiu guiando a primeira enfiada, que achamos ser a mais difícil da via, com lances técnicos em aderências e regletes (V+). Depois sai guiando a segunda enfiada, onde rola umas aderências (V) e tem que sair da linha da via para costurar um grampo bem na direita (é válido descosturar ele depois, para diminuir o atrito), e em uma barriguinha, se faz uso de dois cliffs para vencê-la e dominar a parada. Esta barriga dá pra mardar em livre, e deve dar algo na casa do 7º alguma coisa.


Kinkas na sua maneira explosiva de comunicação com a população.


A terceira e quarta enfiadas são tranquilas (IV). A quarta com uma fartura de agarrões que até se fica na dúvida de quais usar. Depois a via volta-se a ter dois lances mais técnicos na quinta enfiada, em duas barriguinhas (V).

Nas duas ultimas enfiadas, realmente dá pra entender porque o nome da via tinha quer ser algo como H²O. Na sexta enfiada se passa em um lance onde já se começa a usar agarras onde a água ta passando. E a ultima enfiada, apesar de bem facil, é escalada boa parte dentro do córrego de água: nada de magnésio, é mão e sapata na água e toca pra cima que lá vem cume!


Os componentes da escalada: Sarah, Baldin, Fred, André e Kinkas.


E para nossa surpresa o final da via termina em um... pasto! Andando uns 100m nesse pasto, é possível avistar o Frade e a Freira de um ângulo curioso e diferente do que estamos acostumados a ver nos cartões postais do ES.


Clique para ampliar o croqui.


Realmente o Kinkas estava certo em falar tão bem desta escalada. Uma via agradável e bonita de se fazer, e com esta particularidade do corrégo cortando a parede. Nestes três anos depois da conquista, a via havia recebido a pouco tempo sua primeira repetição, por escaladores de Iconha (ES), e agora estivemos lá fazendo sua segunda repetição. Espero que nos próximos três anos uma quantidade bem maior de escaladores passem por lá, porque a via é totalmente recomendada.


Kinkas... detalhe no tênis de futsal, e também de escalada.


Deixo aqui meus parabéns ao Kinkas pela conquista desta via, e das outras várias pela região de Cachoeiro de Itapemirim, deixando belas linhas tradicionais para serem usufridas. Este figura conquistou muitas destas em solitário, e sempre usando o velho - e pra ele não ultrapassado - kichute. O sujeito diz que não usa sapatilha pq não se adaptou e que acabam deixando a escalada mais fácil. Cada um com seu cada um, né?! E nesta escalada ele nos apresentou seu novo equipamento: um tênis de futsal!

Portal Pesquisa em Montanha


Pesquisa em Montanha é um site organizado com o objetivo principal de congregar documentos de referência, trabalhos científicos, relatórios técnicos, produções cartográficas e arquivos de imagens relacionados a pesquisas em montanha.

Com isto os organizadores esperam proporcionar maior visibilidade à produção técnica e científica realizada em ambientes montanhosos, bem como valorizar os pesquisadores que realizam este tipo de produção no Brasil.

O site estará aberto para divulgação de pesquisas e trabalhos técnicos realizados nas diferentes áreas do conhecimento. Com isso pretende-se que este funcione como uma base de dados de domínio público com documentos de diversas naturezas que estarão disponíveis para consulta. Dentro desta filosofia de trabalho estarão sendo solicitadas também permutas de trabalhos com este site. Esclarece-se que espaço não tem finalidades lucrativas.

Espera-se também socializar para um público mais amplo o conhecimento elaborado pelos inúmeros pesquisadores que atuam nestas áreas no nosso país e, com isso contribuir para uma maior sustentabilidade do uso destes ambientes naturais.

Saiba mais no site Pesquisa em Montanha: http://pesquisaemmontanha.wordpress.com/

Revista de Escalada Online


Este primeiro número traz matérias sobre a Fazenda Invernada, Itaqueri, Yôga na Escalada, segurança em boulder e uma entrevista com o "Belê".

Veja a revista em: http://www.escaladaint.hbe.com.br/revista.html

Felipe Camargo encadena Los Inconformistas 11c (9a fr)


Depois de escalar vários "onzimos" pela Espanha, sendo o primeiro brasileiro a encadenar 11b, e não apenas um e sim vários, Felipe Camargo "Pikuira" faz história novamente pra escalada brasileira e encadena seu primeiro 11c ou 9a francês.

A via escolhida por Felipe foi a Los Inconformistas 11c em Rodellar, que é uma variante mais dificil da famosa Los Borrachos del Mascun, que teve a primeira ascensão feita por Dave Graham e na época cotada em 11c também, porém decotada para 11b/c depois.

A primeira ascensão de Los Inconformistas foi cotada em 12a por Eric Lopez, mas com outras repetições foi decotada para 11c.

Felipe gastou cerca de 12 dias na via, muito mais tempo que suas últimas ascensões que foram feitas em poucas entradas.

Mais informações da cadena no blog do próprio Felipe:
http://www.felipegcamargo.blogspot.com/
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Fonte: http://www.escaladabrasil.com

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

50 anos de conquista da Pedra da Agulha, ES


.Pedra da Agulha a esquerda e da Gaveta a direita - Foto Baldin


Em uma época de um Montanhismo heróico, a 50 anos atras, no dia 16 de Junho de 1959, os cinco escaladores do CERJ (Centro Excursionista Rio de Janeiro) : Giuseppe Pellegrini, Nélson Bravin Teixeira, Emil Mesquita, Carlos Russo e Rodolpho Kern, pisaram no cume da Pedra da Agulha em Pancas (ES) pela primeira vez, atraves da conquista dos 450 metros da Chaminé Brasília, usando somente 26 grampos, um grande marco para a escalada brasileira na época,. E até hoje é considerada uma escalada desafiadora... por todas estas décadas, recebeu pouquíssimas repetições.


Foto da época da conquista da Chaminé Brasília.

Espaço Vertical = Temporada na Patagônia Argentina

Nesta quarta (dia 17) acontecerá no Centro de Escalada Limite Vertical no RJ, mais uma edição do Projeto "Espaço Vertical". E desta vez Bernardo Collares e Sblen Mantovani farão uma projeção de fotos da temporada de 2008/2009 na Patagônia Argentina e contarão sobre as experiências, perrengues e escaladas que fizeram na região de El Chaltén.

O evento é gratuito, e maiores infos no site: www.celimitevertical.com

Expedição Cordilheira Branca 2009

Cordilheira Branca


No próximo dia 27 de junho os montanhistas Luiz Felipe Moura e Carla Baldan Dias embarcarão para Lima (Peru) com o objetivo de escalar várias montanhas na Cordilheira Branca, algumas com mais de 6.000 metros de altitude.

Eles são membros do Grupo de Escalada Esportiva e Montanhismo da Unicamp – GEEU e já participaram de várias outras expedições, sendo a última delas na Cordilheira Real (Bolívia) em julho de 2008.

De Lima eles irão para Huaraz (3090 m), a principal cidade do vale, localizado entre a Cordilheira Branca e a Cordilheira Negra. A cidade de Huaraz servirá de base para a dupla realizar as várias ascensões. O programa da expedição prevê uma fase de aclimatação durante a qual eles pretendem escalar o Urus (5495 m) e o Ishinca (5530 m). Depois os montanhistas partirão para a escalada de três outras montanhas: Pisco (5760 m), Copa (6188 m) e Chopicalqui (6354 m).

A expedição já conta com um blog (http://www.expecordilheirabranca.blogspot.com/) que será atualizado regularmente, sempre que eles estiverem em Huaraz. A expedição Cordilheira Branca 2009 conta com o apoio da Trilha do Esporte, Atlex, Liofoods e Conquista.


No blog da expedição há alguns posts referentes à fase inicial do da expedição, preparação e treinamento e etc. Não deixem de conferir as atualizações.

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Relato sobre uma Falésia com agarras cavadas

Por Rodrigo “Genja” Chinaglia

Conversando com alguns escaladores aqui na Itália, pude observar que as falésias com agarras cavadas apesar de existirem, não são muito populares. Quando se fala numa falésia, praticamente o que diferencia entre ela ser um lugar mais ou menos, ou um lugar massa de escalada, é se há agarras cavadas. Na região que estou atualmente, não há academias nem points de escalada. Mas há uma pequena falésia há mais ou menos meia hora cheia de agarras cavadas. E pude ir lá e observar o que foi feito. Não é só de agarras cavadas que se “estraga” um lugar. Poluição visual, má grampeação, entre outras coisas, também podem tornar um lugar belíssimo numa falésia de segunda. Não tive a oportunidade de conversar com os locais especificamente sobre todas as coisas que vi nesta falésia, porém, com todos que eu falava, as agarras cavadas eram o que tirava o brilho do lugar. Aqui é outro país, com outra história, outra cultura, então vou tentar não julgar a atual situação do local, apenas evidenciar o que aqui existe, e fazer um paralelo com a ética da comunidade escaladora brasileira, da qual eu sim faço parte, fornecendo mais argumentos na discussão entre cavar ou não agarras.

O Local
Logo que se chega no local, a primeira impressão que se tem é: “Puts! Maravilhoso!” O lugar é muito bonito, as vias ficam na sombra, tem um caminho que passa próximo as vias e há outros frequentadores que vão lá só pra passear. Há árvores em volta, os escaladores montaram banquinhos com troncos (similar ao que tem na sala de justiça na serra do cipó) utilizando tocos de corda velhos. Porém logo que se bate o olho na parede dá pra notar que tem alguma coisa errada. Eu pelo menos não estava acostumado com toda aquela poluição. Se pra eles é normal, é bonito, eu não sei, la no Cuscuzeiro ou na Invernada não tem isso e ainda bem!

Os impactos
A parede é cheia de fitas, correntes, e costuras abandonadas. Em algumas vias foi adaptada com tocos de corda uma terceira costura entre outras duas, deixando um monte de corda pendurada na parede.


Tocos de cordas para criar mais pontos de ancoragem


Fitas abandonadas nas paradas criando grande impacto visual


Em alguns lugares do Brasil, durante um feriado prolongado, alguns escaladores costumam deixar suas costuras numa via que estão tentando a cadena por vários dias, mas depois no último dia, as recolhem. Não é o caso, pois as duas vezes que fui na falésia, não tinha ninguem, e nem era feriado. Uma característica do lugar que talvez tenha propiciado o cavamento de agarras, principalmente até 2m de altura, seja o fato de até esta altura, não haver agarra natural nenhuma. É como se houvesse uma extratificação, e até 2m de altura fosse um tipo de rocha, liso, e dali pra cima, outro, pleno de agarras.


As vias começam a 2mts de altura aproximadamente


Aparentemente aquilo pode ter sido fonte de extração de rocha centenas de anos atrás para construção de casas, porém, não é muito evidente isso (não há marcas de escavação, quebras abruptas na rocha, marcas de grandes brocas, talhadeira nem nada do tipo). O que me faz pensar que isso talvez tenha ocorrido é porque os 2 setores (que são como o setor 1 e 2 de Itaqueri, só que distantes um do outro apenas 100m) são diferentes. O segundo não tem essa “extratificação” até 2m de altura, então talvez realmente o primeiro tenha sido alterado em algum ponto da história.

O que mais assusta, é que de uma pequena gruta que há embaixo de uma das vias, foram cavadas dezenas de agarras para se criar um “teto” escalável antes de se entrar na via. São quase 10m de agarras cavadas.


10mts de agarras cavadas na saída da gruta


Em muitas vias, existem tocos de corda para que o pessoal mais baixo ou mais fraco acesse as primeiras agarras, que normalmente estão há mais de 2m de altura. Isso quando não foram cavadas várias agarras para que se fizesse a saída.


Tocos de corda na saída das vias


Agarras cavadas criando uma saída mais fácil para a via


Costuras deixadas na parede

As conquistas
Mas como eu disse, não só de agarras cavadas que se tira a beleza de um local de escalada. Há algumas vias que passam lado a lado, cuja distância entre as chapeletas de uma e outra chega a ser de menos de meio metro!


2 vias, proteções muito próximas!


A 1,5m de altura 10 furos numa área de 1m2

Mas uma coisa que eu realmente não consigo entender até agora é o porque de tantos furos, com spit, bolt, etc… na altura da cintura do seg, num local que é plano e não tem perigo de se cair para trás.


Mais furos próximos a 1,5m de altura

A unica explicação que eu vejo é que quando eles iam abrir uma via, treinavam colocar as proteções no chão primeiro. Há locais com 3, até 4 furos num raio de 30cm.


Uma parada na altura do chão?


Em outro, há uma parada com chapeletas arredondadas (químicas) a 40cm do chão. Talvez para dar seg, para se ensinar alguem a montar uma parada? Na falésia? Duvido que se um pino desse custasse 15 ou 20 euros como no Brasil, que se paga 20 reais (pelo menos) num chumbador como este químico com seção arredondada, teriam colocado esta parada ali.


Croqui? Não precisa!

Os croquis
No melhor estilo Mario Arnaud de marcar com tinta no pé das vias o nome e o grau, aqui também tem marcado com esmalte os nomes das vias, e em alguns locais até o croqui, dizendo o nome de duas vias que saem juntas e se bifurcam na metade.


Legenda da via, e se não manda, pega na corda!

Não precisa nem levar croqui impresso! Que facilidade, isso que é evoluçao da escalada! Brincadeiras a parte, provavelmente essas marcações são antigas, assim como a maioria das coisas que no Brasil consideraríamos erradas, pra não dizer absurdas. Talvez num início da decada de 90 quem sabe, quando as conquistas estavam a milhão, não havia tanto essa consciencia ambiental como nos dias de hoje. É claro, não se pode generalizar dizendo que todos os locais de escalada da europa são feios. Eu só fui em uma falésia, então só estou descrevendo e mostrando como é feio e como seria ruim para o Brasil fazermos coisas como estas em nossas falésias.


Aqui também tem gente ignorante…


Que os italianos não fiquem bravos comigo, mas tento transformar em exemplo positivo de “o que não fazer”, um pico que na ótica de um Brasileiro seria só coisa errada. Aprendemos com os erros. Eles já cometeram seus erros, e toda comunidade escaladora parece que aprendeu com isso, não queiramos nós repetir os mesmos erros que eles para chegar ao “patamar” em que eles se encontram. Pra isso acontecer seria necessário primeiro falar em política financeira, juros, etc… E sinceramente, disso eu não entendo, então, bora escalar!


Fonte: http://tradfriends.com/2009/06/05/relato-de-uma-falesia-com-agarras-cavadas/


Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

A revista Alpinist está de volta

Por André Ilha

A espetacular revista americana Alpinist voltou a circular, com a mesma qualidade editorial, diagramação elegante e limpa e, principalmente, com os artigos e matérias mais inspiradores que eu já li. Foi para mim uma agradável surpresa receber o nº 26, tão bom como todos os demais!

No texto em que apresenta o renomado alpinista Michael Kennedy como seu novo editor-chefe (editor da revista Climbing, também americana, por muitos anos), a revista se descreve assim:

"Alpinist apresenta uma diagramação limpa e atemporal, com um mínimo de anúncios. Publicando apenas a arte e literatura de escalada mais autênticas e da mais alta qualidade, Alpinist mostra a essência do mundo da escalada, inspirada por um “ethos” de beleza, pureza e estilo e uma dedicação a ajudar a preservar o mundo natural que torna todas estas aventuras possíveis."

Ou seja, reafirma seu compromisso com a qualidade de textos e fotos, com a aventura na escalada e, também, com a preservação ambiental. Perfeito!

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Americanos desaparecidos na China


Jonny Copp. Foto: Adventure Film Festival

Jonny Copp, Micah Dash e Wade Johnson desapareceram na Província de Sichuan, China, enquanto tentavam a ascensão do Monte Edgar (6,818 metros). A informação até o momento é que o grupo pegou uma avalanche durante o trajeto e o corpo de Jonny Copp foi encontrado. Ainda há esperanças de encontrar os outros com vida e o resgate continua intenso na região.
Copp e Micah eram escaladores experientes, considerados tops em seu país. Wade fazia parte da Sender Films e estava nesta viagem para filmar a aventura dos dois.

Quem quiser colaborar na busca, pode doar fundos para o resgate, saiba mais aqui.
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Fonte: http://lojinhadeescalada.blogspot.com/