quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Vídeo -> Reportagem sobre a Seleção Juvenil de Escalada

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Vídeo -> Reportagem sobre Slackline no ES

No ultimo final de semana foi exibida uma matéria mostrando um pouco da prática do Slackline pelas bandas capixabas.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Vídeo -> Reportagem no Fantástico sobre a escalada do Monte Roraima

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Sucesso de Avatar faz montanha mudar de nome na China

Torres de arenito que ganharam novo nome na China. Foto AFP.

A semelhança das montanhas do Parque Nacional de PaZhangjiajie, na China, com as torres flutuantes do Filme “Avatar“, influenciou a mudança de nome.

O Parque Nacional de PaZhangjiajie na província chinesa de Hunan, abriga um mostruário de belas torres de arenito consideradas desde 1992 como patrimônio natural da humanidade pela Unesco.

Tais torres são o resultado de milhares de anos de desgaste por água, sobre um antigo planalto em estágio final de destruição, o que os geomorfólogos chamam de “relevo ruiniforme”.

O que chama a atenção das torres de PaZhangjiajie é a semelhança com as torres do filme Avatar, seja por causa de suas formas, quanto por conta da vegetação que as cobre. Por conta disso, um conjunto de torres anteriormente chamadas de “Colunas Celestes do Sul” foram rebatizadas, em um evento realizado nesta segunda feira, de “Montanhas Avatar Aleluia”.


Fonte: http://www.altamontanha.com/colunas.asp?NewsID=2089


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Roubo de chapeletas no ES

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Foram muitos anos em uma busca incessante (muitas vezes desgastantes pelas idas e vindas sem nada de produtivo) atrás de uma parede negativa que proporcionasse a abertura de vias esportivas fortes, para dar uma elevada na escalada esportiva capixaba... Até que "ela" surge, localizado na cidade de Afonso Claudio, à 150km de Vitória e aos pés da grande muralha dos Três Pontões. Um blocão enorme, com faces negativas, rocha branca e muito macia, e com uma infinidade de abaulados... isso era tudo que agente precisava! E o lugar era show, super agradável, com base extremamente plana e muita sombra. Ufa, foi encontrado o negativo capixaba!


Mais uma via sendo aberta... com os Três Pontões ao fundo.
Foto Naoki Arima.



Tamanha a importância do pico para o desenvolvimento da escalada no estado, a ACE então toma por iniciativa apoiar a estruturação do lugar, e compra 100 chapeletas para serem investidas no novo point. Alguns escaladores, muito entusiasmados com a novidade, dedicam bastante do seu tempo nas diversas idas e vindas, e com esforços dedicados vão abrindo as principais vias. Surgindo uma após a outra, a maioria linhas fortes, tudo que pretendíamos e precisávamos. Perfeito!



Baldin e Afeto em um 8b no Arrependido. Foto Naoki Arima.


O point fica então com as principais linhas abertas, e é batizado de Bloco do Arrependido (nome do vilarejo onde esta localizado). E uma senhora super simpática, abre as porteiras de sua propriedade para o livre acesso dos escaladores. A sua vizinha, da um gás na estruturação de sua pousada para o recebimento (turístico) dos escaladores.

Tudo pronto. Então nada melhor para inaugurar um novo point (tão especial para a escalada capixaba) do que com um evento! E com tamanha mobilização entre os membros da ACE na organização do evento, acontece em Setembro de 2009 um Festival de Escalada. Assim escaladores de diversas partes se concentraram em um final de semana muito anima em Afonso Claudio, e puderam conhecer o tão 'sonhado' Bloco do Arrependido.


Durante o Festival de Escalada.


Passam-se meses... e nesta ultimo final de semana três escaladores capixabas vão ao local. Chegando lá se deparam com uma cena terrível de vandalismo, e constatam que 11 CHAPELETAS FORAM ROUBADAS nas diversas vias... somente uma ficou fora do alcance do(s) ladrão(s).

A escalada tem seus diversos momentos entre ascensões e quedas... faz parte. Mas quando alguem resolve 'cortar a corda' que une toda uma comunidade, juntos em uma cordada, isso parece cortar é o coração.

O momento é de revolta... mas jamais arrependidos de termos investido no Arrependido. Pois a força de um grupo superará a individual.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Brasileiros completam expedição de escalada ao Monte Roraima

Fernando, Márcio e Eliseu no topo do Roraima. Foto Eliseu Frechou.


Os montanhistas brasileiros Eliseu Frechou, Marcio Bruno e Fernando Leal completaram na manhã de hoje (22) a escalada no Monte Roraima, que possui 2.875m de altitude.

"Conseguimos! Após 12 dias pendurados na parede da Proa (face da Guiana) no Monte Roraima, Márcio Bruno, Fernando Leal e eu conseguimos abrir uma rota brasileira no maior vertical deste maciço imponente", comemora Eliseu. O trio teve que subir com todo o equipamento, além de montar o acampamento na parede da montanha.

A via recebeu o nome de Guerra de Luz e Trevas, e foi graduada em D6 6° VIIa A3 J4 / 650m. O trio foi para a segunda tentativa de abrir uma nova via no Monte. Eles partiram pela face da Guiana, onde chegaram graças a ajuda de um helicóptero, economizando tempo e esforços para abrir uma trilha no meio da mata.

"A escalada foi muito extenuante e arriscada, com direito a um pouso arriscadíssimo numa laje embaixo de uma das maiores cachoeiras do Roraima, quatro dias de tempestade no meio da parede, rocha podre, blocos soltos, jungle climbing, jumareadas alucinantes, escorpiões a rodo e tudo o que se tem direito em um big wall", comenta Eliseu. "Ainda estou com os pensamentos confusos, os dedos inchados demais para teclar e é hora de dar atenção à família, após tanto tempo fora", completa.
Fonte: http://www.webventure.com.br/home/conteudo/noticias/index/id/27506

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Nova via conquistada em Pancas - ES

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Quando se fala nas montanhas do Espírito Santo, para muitos vem a mente a cidade de Pancas, localizada na região noroeste do Estado, a 180km da capital Vitória. O município é um dos que mais concentra paredes rochosas em uma só área, formando uma extensa cadeia montanhosa que impressiona e se estende até o município vizinho de Águia Branca. Estes dois municípios, unidos por essas inúmeras montanhas aglomeradas umas as outras, formam o Monumento Natural dos "Pontões Capixabas".


As belezas naturais de Pancas. Foto Edson Reis.


Quando visitei Pancas pela primeira vez, a uns quatro anos, estava na companhia de Marcos Palhares 'Tatu', Marcio Farias 'Piveti' e Alex Zaché. Era um dia não muito propício para conhecer os Pontões Capixabas, pois uma forte chuva caía, e as nuvens carregadas e escuras encobriam e escondiam os cumes destas montanhas. Mas mesmo assim era possível ter a clareza de que ali se concentrava verdadeiros colossos montanhosos.

Em uma determinada ocasião, durante a Abertura da Temporada de Montanhismo no RJ de um ano destes passados, um escalador carioca veio trocar uma idéia, e se referiu a Pancas com um entusiasmo tão grande, que em sua definição sobre a região disse: Em Pancas estão as espinhas da crosta terrestre. Uau! rs.


Foto tirada de cima da Pedra do Camelo, com a Pedra da Agulha a esquerda, e da Gaveta a direita. Foto Baldin.


Devido a esta grande quantidade de montanhas, muitas pessoas acham que em Pancas existem várias vias... mas não. Até o final do ano passado o município abrigava somente duas, sendo estas escaladas grandes e históricas. Ha 50 anos foi conquistada a imponente Pedra da Agulha, por uma extensa chaminé que é considerada até hoje uma das maiores vias neste estilo no Brasil, e que nestas várias décadas recebeu pouquíssimas repetições. Em 2000 foi conquistada a Pedra da Gaveta - localizada um pouco antes da entrada da cidade - que possui uma enorme cratera próxima ao cume, com cerca de 50m de largura, e que deu o nome a pedra. Até hoje esta via não conta com repetição. Este município capixaba é na verdade, 'guardião' de um enorme potencial para conquistas... de grandes vias.

Em maio deste ano surgiu uma nova oportunidade de ir à Pancas. Desta vez na companhia de minha companheira Sarah Abner, fomos à cidade a pedido da Secretaria de Turismo para uma visita técnica, objetivando desenvolver e implantar um roteiro de Turismo de Aventura no município. Mesmo sendo uma viajem a trabalho, aproveitamos para visitar alguns importantes pontos desta cidade (leia-se: montanhas!), e vislumbrar as inúmeras possibilidades de conquistas para investidas futuras.

Aproveitamos a ocasião e, em conversa com Elson Nascimento, que é o subsecretário de Turismo do município, plantamos a idéia da prefeitura apoiar o desenvolvimento do montanhismo em Pancas. Este apoio seria através do fornecimento de material de conquista (chapeletas e bolts) para que os escaladores pudessem abrir novas vias, e fomentar uma cultura de escalada no município. Desde o primeiro momento a proposta foi aceita pela secretaria, e depois de muitas conversas e negociações, enfim o material saiu! Este foi então disponibilizado para a Associação Capixaba de Escalada - ACE, para que seus associados, através de solicitação junto ao GT Consquista e Manutenção de Vias, possa usufruir deste material (de acordo com as diretrizes da entidade), e conquistar dentro do município de Pancas.


Do cume da Pedra do Camelo, Sarah observa as potencialidades. Foto Baldin.


Os meses se passaram, e conquistar em Pancas estava sempre rondando pela mente. Mas o crux era achar um parceiro que tivesse a mesma vibe e disponibilidade de tempo de se estender por lá durante a semana. Eis então que, jogando a idéia, PH (Paulo Henrique Munhoz) captou a proposta e aceitou-a. Foi então fechada a cordada, para uma trip de conquista em Pancas.

Saímos de Vitória no dia 08/12, uma segunda a noite. Como não havíamos pré definido a montanha a ser conquistada e nem o estilo de via, jogamos muito equipamento no carro, para os diversos estilos de escalada.

Na terça o amanhecer em Pancas foi privilegiado. Da Pousada Ninho da Águia onde estávamos - localizada no alto de um morro - a visão era magnífica, podendo avistar as diversas paredes que circundam a cidade e formam uma verdadeira muralha de rocha. A cabeça fica até meio desorientada, tamanha são as possibilidades!

Com o astro rei nascendo por detrás da Pedra do Camelo (portal da cidade), saímos de carro para rodar, olhar, avaliar, e vislumbrar as possíveis futuras linhas. Em alguns minutos já havíamos feito o giro de ponta a ponta destas montanhas que circundam a cidade: da Pedra do Camelo à Pedra do Leitão. O momento então era de escolher em qual daquelas paredes investiríamos nossa disposição e esforços pelos próximos dias.



A Pedra do Camelo e do Leitão marcam os 'extremos' da cidade.


Mas ainda pela manhã, de uma forma inesperada, fomos 'capturados' pelo pessoal da prefeitura para ministrarmos uma palestra aos alunos da rede pública, falando um pouco sobre o potencial do lugar para a prática do montanhismo. Foi bacana ver a garotada vidrada nas explicações e curiosas ao observar os equipamentos. Provavelmente sairam de dentro daquela sala com olhares mais diferenciados para as montanhas de sua cidade. Espero poder ver (em breve) uma cultura de montanhismo em Pancas, com escaladores locais surgindo. Isso aconteceu com o Vôo Livre, e esta atividade esta bem fomentada por lá.


Palestra ministrada na prefeitura de Pancas.


Bom, depois de muitas conversações entre PH e eu, batemos a marreta e escolhemos a montanha a ser conquistada. Seria uma localizada bem dentro da cidade, no bairro do Operário. A escolha dela se deu por alguns motivos, entre eles: por uma certa insistência e desafio que os moradores nos colocaram de subir aquela parede (desde minha ida anterior lá), que podia ser vista de qualquer ponto da cidade e sendo assim, poderiam nos presenciar subindo-a. Outro motivo foi que, ao observarmos a parede por várias perspectivas, pensamos em se tratar de uma via que não daria muito trampo para se conquistar, e achamos que a escalada iria fluir bem, e finalizar sem grandes obstáculos.

A verdade é que fomos um tanto inocentes em um aspecto: a fama de Pancas é de ser uma cidade quente, e além disso, estávamos lá em pleno verão! Então no andar da carruagem, a conquista não foi tão tranquila assim... literalmente suamos a camisa!


A Pedra do Operário sendo avistada ao chegar na cidade. Foto Baldin.


No período da tarde (que calor!) nos dirigimos até o bairro Operário, onde estacionamos o carro no pátio do hospital, que fica bem aos pés da parede - havendo 'contratempos' o socorro fica bem facilitado, rs. Entrando por um beco que segue no muro à frente do hospital, se chega no quintal de uma casa, que é de propriedade da Aparecida. Com aquela conversa clássica de pedido de autorização de acesso - deixando claras as nossas intenções ali ("Não viemos para roubar, estamos somente escalando.") e garantindo o acesso futuro aos escaladores que forem repetir a via -, fomos bem compreendidos por ela e sua família, que nos dias que sucederam, sempre nos recebiam muito bem, com uma preciosíssima água gelada.

No início da conquista, Baldin abrindo a primeira enfiada.


A vontade de iniciar a conquista era tão grande que neste mesmo dia, com o sol à pique das 16h, nos dirigimos até a parede afim de iniciarmos a via. Subimos um costão fácil com cerca de 100m, e ao final dele, quando a parede se mostrava mais apíque (íngreme) batemos uma parada, marcando ali o início da via. Iniciei então a conquista por uma escalada de 4º batendo três chapas em pontos estratégicos para proteger, até que dominei um pequeno platô onde instalei a parada, finalizando a primeira enfiada com 50m. O PH subiu para também experimentar o estilo de escalada que vivenciaríamos naquela parede: um granito de boa aderência proporcionando uma escalada técnica em cristais. Nessa hora o sol já se punha por detrás da Pedra da Colina (montanha que fica ao fundo de Pancas, e abriga a rampa de Vôo Livre). Descemos muito satisfeitos por ter dado o pontapé inicial do nosso objetivo.





Nossa base foi instalada no Sítio Cantinho do Céu, um lugar fantástico que fica localizado dentro do Vale do Palmital. Este vale é cercado de montanhas, e o sitío fica bem dentro dele. Para nos abrigar: Fabinho e sua simpatica mãe, a dona Joaninha. Por ali ficamos no decorrer dos dias: intensos, desgastantes, emocionantes e gratificantes. Tudo que envolve uma boa trip de escalada... e de conquistas: da montanha e de si mesmo.


Sítio Cantinho do Céu no Vale do Palmital. Foto Vanderlei Zermiani.


Na quarta o despertador não tocou, o galo não cantou, a hora se passou, e acordamos tarde! Com o sol já alto no céu e uma 'quentura' clássica do verão de Pancas, fomos para cidade - que fica a 4km do sítio - para continuar a via.

Durante todo o tempo que estávamos pela cidade as pessoas que vinham falar conosco - por terem nos vistos dependurados na parede - não compreendiam o porque da 'loucura' de estarmos subindo por aquele parede no calor extremo que fazia. Bem, olhando por este ponto de vista (mais sensato), nem nos mesmos sabíamos o porquê. Mas com a via sendo concluída a resposta viria à tona, com certeza.


Baldin saindo da P1 e instalando uma chapa.


Pequena chaminé na segunda enfiada.


Depois de jumarearmos pela corda fixa da primeira enfiada, parti para conquistar a segunda. Sai em livre em um um lance de 4º que logo entra em uma canaleta, onde foi instalada uma chapa. Saindo em um lance de chaminé (fácil), entrei em uma outra canaleta - esta maior - onde instalei mais uma chapa. Parei, olhei, estudei os próximos lances, e vi que não teria como continuar em livre, pois a parede acima não apresentava lugar para parar em livre no lance e instalar as chapas. Depois de alguns estudos, optamos pelos furos de cliff de 1/4, protegendo de forma a dar uma boa seguarança para que as futuras repetições possam fazer este lance em livre. Dominei um platô de vegetação e chamei PH até ali. Ele então partiu para ter sua primeira experiência em conquistas. E continuou nos furos, dando seus primeiros passos em artificial.


PH seguindo nos furos de cliff.


A parede deu uma trégua na inclinação, e parti então em um lance delicado em cristais (5º). Com a corda toda esticada e parado um abaolado horrível, no perrengue bato a parada, de forma frenética e rápida. Seguindo, mesmo com a bateria da furadeira se mostrando no final, PH saiu em livre para a terceira enfiada. Parou num buraco que parecia bom (nem tão bom assim, pelo que parecia ao ver o seu sufoco) e instalou uma chapa nas ultimas forças da bateria. Então descemos deixando 110 metros de via conquistada.



Havíamos decidido tirar a quinta-feira para dar uma descançada dos dois dias anteriores que haviam nos sugado uma energia extra, por conta do calor que estava insuportável na pedra. Mas por alguma ironia do destino, esta quinta amanheceu nublada, o que seria um dia perfeito para escalar. Mas putz, agora já era! A esperança era de que na sexta também estivesse nestas condições climáticas mais favoráveis. Mas os moradores nos alertaram, que por lá dois dias seguidos de tempo nublado é coisa raríssima!

Tiramos então o dia para visitar alguns pontos turísticos de Pancas. E o Elson, como sempre, estava disposto a nos recepcionar e guiar pelas redondesas. Fomos ao topo da Pedra da Colina (na estrada que liga Pancas a Mantenópolis), onde fica a rampa de Vôo Livre. De lá se tem uma visão espetacular da cidade e das suas várias montanhas: Pedra do Camelo, da Agulha, Gaveta, Pedra da Cara, da Ponta, do Morcego, do Leitão, e muitas outras (sem nome), sumindo no horizonte.


A triste constatação/contradição: montanhas comercializadas.


No período da tarde fomos ao distrito de Laginha, onde aflora a continuação da cadeia montanhosa que segue até o município vizinho de Águia Branca, sendo possível seguir até lá por estrada de terra.

Para finalizar a quinta de descanço, de volta ao sussegado Vale do Palmital, o momento foi de realizar uma alimentação de alta performance a base de torresmo com aipim, banhados com cerveja, para um próximo dia intenso de conquista... e que prometia cume!


A cidade vista da via, com a Pedra da Colina ao fundo.


Na sexta (11/12) o despertar foi as 5h da matina. Impressionante como o sol já se mostra radiante com seu poder caloroso vindo nos acolher. Era uma amostra do que estava por vir no decorrer do dia.

Estacionamos novamente o carro no pátio do hospital e preparamos as mochilas. Adicionamos nela - com otimismo - o livro de cume, acreditando que aquele dia poderia ser o de finalização da conquista. Tocamos pedra acima pelas cordas fixas, chegando aos 110m completamente banhados de suor. E olha que isso não eram nem 07h da manhã! É, seria um dia bem quente.

A partir da chapa batida pelo PH na quarta, continuei a conquistar a terceira enfiada. Com uma travessia em livre para direita, cheguei em um pequeno plato de vegetação, de onde tive a constatação da parede que se erguia à minha frente: uma linha reta sem vegetação, e crosta rochosa formada de pequenos cristais que se mostravam sendo uma escalada bem técnica e precisa. Até ai tudo bem, teria diversão garantida pelos próximos 40m. O problema era que em todo este trecho a parede não apresentava nenhuma - por menor que seja - agarra/saliência/buraco razo/platozinho em aderência, nada, absolutamente nada para mandar o trecho em livre e parar para inatalar as chapas... isso - pelo que parecia - em um trecho certamente de 7º alguma coisa, e derepente até 8º. Então chegamos a conclusão que o melhor a ser feito era tocar em cliff novamente. Fui intermediando e instalando chapas em pontos estratégicos pensando em tornar a enfiada bem protegida (E2) para as repetições futuras a mandarem em livre. Derretendo em suor e espumando de tanta sede, bati a parada e finalizei a terceira enfiada com 50 metros cravados de corda esticada. Olhando para baixo percebemos que a enfiada ficou realmente muito atraente e convidativa para ser feita em livre, por uma escaladinha bem 'técnique'.

Para nos dar um ânimo e agilizar mais a conquista, a parede agora apresentava alguns platôs de vegetação. Então PH assumiu a ponta da corda para agora conquistar uma enfiada na técnica batizou como 'Platômuchi' (tirem suas próprias conclusões, rs). E lá foi, saindo em livre nuns cristais pela direita da parada, dominando um platô de vegetação, escalando, se interligando com outro platô, e tocando. Bateu três chapas no decorrer da enfiada, que finalizou com 45 metros.


PH saindo para conquistar a quarta emfiada.


Neste ponto a via estava com 200 metros. O sol estava em cima de nossas cabeças anunciando que ainda teríamos a outra metade do dia para atingir o cume. No ponto em que estávamos, segundo nossos cálculos - de todos os dias anteriores observando a parede -, tínhamos a clareza de que a partir dali faltava pouco para o cume, e que o trecho final era bem positivo e fácil. Bom, de longe as coisas parecem bem mais fáceis, mas como já diria a velha canção: "...nem tudo é aquilo que parece ser..."

Queríamos finalizar a conquista, pois não nos imagínavamos fritando naquele sol por mais um dia. A água que nos restava era pouca (somente 1 litro para nós dois), a bateria da furadeira já acabara, e o desgaste físico nos desanimando. Mas resolvemos unir forças e partimos para o tudo ou nada do 'só o cume interessa'! (que piadinha velha e sem graça... mas que continuamos a usar).


Dando o último gás, já bicolores por conta do sol.


Na P4 onde estávamos não dava pra ver a extenção da parede que restava. Então para acabar logo com a dúvida e apreenção, sai guiando e resolvi não proteger - pois estava insuportável permanecer parado na pedra para instalar uma chapa. Dominei um platô de vegetação, olhei pra cima e constatei que o tal trecho final positivo que avistávamos da cidade, não era uma rampa tão pequena assim. Fui subindo, esticando, esticando, sem nem cogitar em parar para proteger. Mas com o esticar dos 50m de corda fui obrigado a parar e bater uma chapa. Chamei o PH, que chegou ali com o corpo minando água feito uma bica. Sem perder tempo algum, e sem raciocinar muito (o sol já tinha fritado os neurônios) sai guiando novamente. Fui subindo uma rampa de 3º esticando corda e sem parar para proteger. E nada da parede terminar e o cume chegar. Já tinha esticado outros 50m, até que a corda acabou. Na euforia de chegar a uma sombra no cume, pedi ao PH para soltar a segui e subi pelo restante da rampa solando. E finalmente sentei debaixo da tão aclamada sombra do cume. Coloquei a corda fixa e o PH chegou e se juntou na sombra. Ao invés de gritos de euforia para comemorar a conquista, o silêncio tomou conta de nós, e por alguns minutos permanecemos mudos. O desgaste decorrente do calor havia nos exigido bastante, e graças a ele (a tá, agora que acabou tá beleza) surgiu o nome da via: MissPanca.


Registrando alguns dizeres no livro de cume.


Próximo a esta pequena árvore e debaixo de uma laje de pedra deixamos nossos registos no livro de cume. E a via MissPanca ficou sendo uma linha com 330 metros protegida com 31 chapeletas com bolts de 10mm, todas as paradas duplicadas e com malha rápida, prontas para o rapel. Uma escalada variada: tem enfiada em livre de 4º com exposição E3, passando por enfiadas em cliff (A1) que podem ser liberadas e mandadas em livre futuramente (protegidas em E2), até as duas enfiadas finais, que apesar de serem fáceis (3º) não tem nenhum grampo intermediário, somente nas paradas a cada 50 metros. Então a via, com sua variedade, é garantia de diversão.





O final de tarde se aproximava, nos restava bater e duplicar as paradas finais na mão, pois a bateria da furadeira já havia acabado... bem antes das nossas. E sem água nos rapéis, ldescemos impando a parede das cordas fixas, e chegamos na base somente as 21h. E mais uma vez lá estava Aparecida & Cia, nos esperando com a mais preciosa das águas geladas.


Localização da via MissPanca. Clique para ampliar.


Acesso: A partir de Vitória o acesso é pela BR 101 Norte. Seguir até Colatina (pegue a ponte, para evitar passar por dentro da cidade) e ir até o trevo, e entrar a esquerda. Com mais 20km se chega em Pancas.

Estadia: Na cidade existe o Hotel Acácia (27-3729-1209) que fica localizado na rua principal. Outra opção é a Pousada Ninho da Águia (27-3726-1572), que fica no alto de um morro de onde se tem uma vista espetacular. Mas se preferir ficar longe da cidade, em um local mais sossegado e em meio as montanhas, é só seguir para o Vale do Palmital, (4km antes da cidade, à direita) e se hospedar no camping do Sítio Cantinho do Céu (27-9977-1208). O local possui uma agradável área para barracas com sombra o dia todo.

Alimentação: Na cidade a melhor opção de restaurante é o da Santina, que fica atrás da praça. Se estiver no Sítio Cantinho do Céu, pode estar esquematizando almoço e janta com a Dona Joaninha.

Época: Sem sombra de dúvidas (e por experiência própria) a melhor opção para se escalar por aquelas bandas é no inverno. Apesar do clima estar mais seco, a temperatura tende ficar mais amena. Mas se acabar indo pra lá em outras épocas, protetor solar e muita água se tornam itens de sobrevivência.


Croqui, clique para ampliar.


Pancas tem condição para se tornar uma meca de escaladas tradicionais. Conquistem com consciência e ética!


Vídeo -> Psikoterapia 9a (11c)

Una de Navarros,9a.**** from urko on Vimeo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Nova via em Viana - ES

Ivanor 'testando' a via. Foto Naoki Arima


Neste ultimo final de semana surgiu uma nova linha no Complexo de Viana: point este que se confirma a cada dia, de importância fundamental no desenvolvimento da escalada esportiva capixaba.

A via foi aberta pelo Naoki, Ivanor e Aline, na falésia principal do point, onde esta lado a lado com várias outras vias na casa do 7º e 8º. Nas palavras do japa:

"No último domingo, dia 17, rolou a conquista de mais uma via no setor do Capeta em Viana. Trata-se da via Hiperbárica que fica entre as vias Priapismo (7c) e 60 segundos (8a). O nome da via dispensa comentários. O crux começa do chão e só alivia na 5a proteção. Depois, lá para cima é só alegria!! São mais 5 proteções, um pouco espaçadas, mas com passadas bem tranquilas."

Veja mais em seu Blog.


Vídeo -> Paul Robinson (Boulder)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A vida por alguns fios


Escalada é pé na estrada, é risada escancarada e amizade reforçada

Independente de estilo ou grau, escalar é uma vivência espiritual.

Se você não entende a rima, toca pra cima e veja o que acontece

Pois um bom dia de escalada meu amigo, ninguém esquece!

Esdras Daniel

Fonte: http://avidaporalgunsfios.blogspot.com/

Vídeo -> Olatz 8b+

Urko en la Olatz 8b+. **** from urko on Vimeo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Vídeo -> Catherine Destivelle (solo)

Como comprar o Calendário "Garotas Dedos Fritos"



Calendário 2010 “Garotas Dedos Fritos - Edição Serra do Cipó” foi idealizado com o objetivo de divulgar a escalada em rocha a partir de suas belezas naturais, assim como incentivar a prática deste esporte que remota a uma tradição secular, e que além dos seus diversos benefícios físicos, proporciona uma maior compreensão do corpo humano em relação com o meio ambiente em que vivemos.

O Calendário é uma realização da Dedos Fritos Climbing Photography, da Avesso Filmes, e da atleta Fernanda Rocha que convidou os fotógrafos Gustavo Baxter e André Portugal Braga para que nas alturas assumissem os riscos de captar a beleza da mulher brasileira, e de nossa paisagem natural nos mais inusitados ângulos.
O calendário tem 13 páginas em formato de revista, o tamanho de 42 cm X 29 cm, em papel couché envernizado na capa e contra capa.


Clique, amplie, e veja a qualidade e beleza das imagens.


Veja como é fácil adquirir seu calendário:

Valor unitário: R$30,00 + o frete dos Correios para seu estado.
  • Click no link FAÇA SEU PEDIDO e informe seu NOME, E-MAIL, ENDEREÇO DE ENTREGA e a QUANTIDADE DE CALENDÁRIOS.

    O envio do calendário será feito somente após a comprovação do depósito que deverá ser feito através do e-mail calendariogdf2010@gmail.com
Maiores informações podem ser obtidas em: http://www.calendariogdf2010.blogspot.com/

Mountain Voices online 111


Algumas matérias desta edição podem ser conferidas em: http://www.mountainvoices.com.br

Seletiva para o Campeonato Brasileiro Juvenil

Clique para ampliar.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Trailer -> Entre Nós (Curta de Animação)

A aventura de Hugo e Felipe foi exibida em mais de trinta festivais em 15 países, foi premiado 7 vezes (4 internacionais) , recebeu 23 indicações a prêmios, além de ser a primeira produção nacional selecionada para a Banff World Tour, o que pode significar exibições em todo o planeta chegando a 577 mostras. Essa trajetória nos encorajou a tentar um projeto mais ambicioso, maior e mais complexo. Esse novo filme também retrata o mundo do montanhista, mas de uma forma bem diferente da anterior.

"Entre Nós" narra o drama vivido pela adolescente Luísa, durante o feriadão em que seu pai e parceiro de escalada, Aurélio, sofre um sério acidente, enquanto os dois escalavam uma grande montanha na serra. O experiente escalador despenca por centenas de metros, e some no meio da vegetação e da neblina. Longe de auxílio, sozinha e no meio de uma tempestade gelada, a menina precisará reunir todas as suas forças para escapar com vida.

O filme terá 15 minutos, começou a ser feito em Setembro de 2008 e busca narrar a história da forma mais universal possível, com as imagens e a música, eliminando os diálogos e as barreiras da língua. E terá uma surpresa possível somente para o público da Mostra de Filmes de Montanha aqui do Rio, aguardem!!!

Neste momento estamos buscando parcerias e patrocínios para finalizar o filme. Esperamos lançar "Entre Nós" nos festivais do primeiro semestre de 2010.

Mais uma vez obrigado por tudo e bom 2010 a todos!!!


Clip -> Vaca!

Clip da música "Vaca!", da banda mineira Homens Verdes. Coleção de vacas de escalada esportiva, parede, boulder, psycobloc, etc.



Editado por Gustavo "Puta" Piancastelli.

Concurso da Logomarca para a Camisa das Mulheres 2010


Por Adriana Mello

Dia 07 de março de 2010 vamos mais uma vez nos reunir na Urca em comemoração ao dia internacional das mulheres.Após o sucesso do ano passado onde conseguimos reunir 122 mulheres escalando e mais aquelas que compareceram para a confraternizaçã o esperamos ano que vem poder contar com toda mulherada do Rio e também de todo Brasil !!!

Quem quiser participar está convidado , por favor repassem também para os amigos , listas , clubes e todos .


REGULAMENTO PARA O CONCURSO DA LOGOMARCA PARA A CAMISETA DE COMEMORAÇÃO DO DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES - 07/03/2010 (Domingo)

1- O Concurso é aberto a toda comunidade de montanhistas e simpatizantes do esporte em geral.

2- O logo deverá ser feito com até 02 cores .

3- A cor escolhida para a Camiseta de 2010 ainda não foi definida e vai ser definida após a escolha da Logomarca vencedora e adaptando uma a outra ( Logomarca X Cor da Camiseta ).

3- Taxa de inscrição: Grátis

4- Formato: A4 (obrigatório)

5- Prazo para entrega final dos logos : 11 de JANEIRO de 2010 até as 14 horas.

6- Enviar para o email adri33@gmail. com a logo criada, em formato JPG , no tamanho 21 cm x 18 cm , podendo este primeiro ser enviado em baixa resolução . Posteriormente, após a divulgação dos resultados e eleito o vencedor, este deverá enviar a Logomarca em JPG de alta resolução, bem como uma versão em CDR.

OBS : No email deve conter além do arquivo, o nome completo e o telefone do participante .

7- O concorrente vencedor cederá os direitos autorais sobre a obra inscrita para uso e confecção da camiseta de 2010 .

8 - Será escolhida a melhor logomarca pela comissão organizadora da Comemoração do Dia Internacional das Mulheres, que é composta por Adriana Mello, Gerusa Palhares, Rosane Camargo ,Solange Dias, Patrícia Rocha, Ana Paula Almeida,Claudio Martins e Flávio Carneiro .

9- O resultado será divulgado no dia 13 de janeiro de 2010 no site da Limite Vertical ( http://www.celimite vertical. com ) e também na página da Adventure Zone ( http://www.adventur ezone.com. br/ ).

10- O prêmio para a Logomarca vencedora, será uma MOCHILA DEUTER - Feminina , Modelo Guide 28 SL , série especial ( só tem 05 mochilas desta no Brasil) e DUAS CAMISETAS com a Logomarca vencedora , confeccionada pela TRÊS PICOS .


Vídeo -> Documentário sobre Dean Potter

Ontem me deparei com uma postagem muito interessante no Blog de Escalada, do Luciano Fernandes. Trata-se de um documentário que foi feito pela britânica BBC sobre o escalador/highliner/basejumper Dean Potter.

O documentário, que conta com uma qualidade muito boa, foi disponibilizado em cinco partes no Youtube. Confira abaixo... vale muito a pena!