quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Fitas expressas secas ou molhadas, será que há alguma diferença na resistência?

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Texto extraído do site da Casa de Pedra


Diversas fitas utilizadas para os teste.

Você está escalando uma via de diversas enfiadas num lindo dia de céu azul. Rapidamente nuvens que vem do outro lado da montanha encobrem o céu, e você que está no meio daquela parede enorme, é surpreendido por uma chuva torrencial.

Quem nunca passou por uma situação parecida e se viu pendurado na parede, completamente ensopado?
Foi durante uma dessas roubadas que um escalador e funcionário da Black Diamond, se perguntou: Será que as fitas molhadas sofrem alguma perda em sua resistência?
Tomado pela curiosidade, no dia seguinte ele dirigiu-se ao laboratório munido de 10 fitas de Nylon e 10 fitas de Dynex.

Entre os escaladores sabe-se que as fitas de Dynex são melhores no uso em escaladas de gelo e neve por absorverem menos água.
Desta forma ele deixou 5 fitas de Nylon e 5 de Dynex dentro de um balde com água por 24 horas para que ficassem perfeitamente ensopadas para os testes.
Os testes seguiram o padrão CE de tensão conforme a foto.
Todas as fitas romperam-se no ponto do pino do tensionador, o que é típico.
Todas as fitas recebem etiquetas para 22 KN, logo podemos perceber que a margem de segurança do fabricante é bem grande pois mesmo no pior ensaio com a fita molhada, ela só se rompeu com quase 24 KN.

Conclusão:

As fitas de Dynex parecem não sofrer alteração significativa (0,3%), o que já era esperado.
As fitas de Nylon sofreram uma redução média de 8,6% em sua resistência, o que também não é preocupante, uma vez que forças superiores a 20 KN dificilmente são reproduzida em situações reais na montanha.
Logo, fitas secas ou molhadas basicamente não influenciam em nada a sua segurança na parede.
O mais importante a se atentar aqui é que após uma chuva dessas, nunca deixe seu equipamento secando diretamente sob a luz do sol, pois aí sim a resistência das fitas pode ser seriamente comprometida.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Vídeo -> Stone Nudes

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O já clássico e belíssimo calendário Stone Nudes traz à cada edição, em suas fotos em preto e branco, a beleza de se escalar da forma mais 'natural' possível. Conheça um pouco de como é este trabalho do escalador - lenda viva de Yosemite - e fotógrafo Dean Fidelman neste vídeo.




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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

ES na revista EscaladaINT

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Na capa, Luciola Gomes em ação no Calogi. Foto Naoki Arima.


Apeninos, Furlan e Calogi, que são os points do momento da escalada esportiva capixaba, estão nas páginas da última edição da revista EscaladaINT, juntamente com outras ótimas matérias. Para ler é só acessar: http://escaladaint.com.br/ARQUIVO/revista4/

Parabéns aos envolvidos pela iniciativa da revista, que esta em sua quarta edição. E aos que se dedicam e colaboram para o desenvolvimento e divulgação da escalada brasileira.


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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Último capítulo da novela: Cume do Vilante!

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No ultimo sábado (01/10/11) às 15 horas estávamos reunidos (PH, Tatu, Soldado e eu) no cume dessa montanha, deixando pra baixo 350m de uma via composta de grande mistura de técnicas, maior parte na vertical, lances aéreos e pêndulos... uma escalada um tanto exigente, que imaginamos necessitar de pelo menos uns dois dias para ser repetida. Mais uma via de Big Wall para o estado do Espírito Santo, batizada de 'Moqueca Capixaba'.


Soldado, Tatu, PH e Baldin no cume. Foto Oswaldo Baldin.


Essa conquista foi praticamente uma novela, divida em vários capítulos, e que rendeu uma longa história. História essa que pretendo buscar no fundo da mente - voltando há oito anos atrás quando foi iniciada - para descrever aqui no Blog mais detalhadamente. Mas o resumo é o seguinte:

Em meados de 2003 os escaladores Antônio Aguiar "Aranha" e Adriano Suela "Terrorista" visualizaram uma linha bem na parte central da parede e abriram a primeira enfiada. Posteriormente me doaram a linha para que continuasse com a conquista. Entre 2004 e 2005 fiz com Marcio Rodrigues "Piveti" e Marcos Palhares "Tatu" três investidas (com muitos contratempos, chuvas e um 'semi assalto'), e seguimos até a base do negativo. Em 2007 voltamos lá na missão de trocar as cordas fixas/podres e colocar novas, para voltarmos em breve... pura ilusão. Só retornamos em 2010 (Paulo Henrique Munhoz, Hermes Pereira "Soldado", Tatu e eu), e gastamos algumas investidas (novamente debaixo de chuvas que impediam a progressão) para vencer a parte mais complicada da escalada, com trechos de muita rocha podre, negativa e pêndulos. Em setembro desse 2011 subimos pelos lances aéreos nas cordas que estavam há um ano na parede (o que deu um UP na adrena), pernoitamos em redes à 300m, tocamos mais uma enfiada, e ficamos à somente 50m do cume... fatores como falta de água e roubada (com direiro a rapel em raiz de bromélia!) nos fizeram regredir. Mas neste ultimo sábado retornamos confiantes do cume... com 4h de jumareadas chegamos ao ponto da investida anterior, tocamos o trecho final e finalmente concretizamos essa conquista.


Linha da Moqueca Capixaba. Clique para ampliar.


Como o cume é somente a metade do caminho, foram mais 07h de rapel para tirar os 500m de cordas que estavam na parede. E às 00:30 finalmente chegamos no carro - exaustos, mas muito felizes - onde o Samuca e a Joyce esperavam para nos resgatar.


Enfim, o término da empreitada. Foto Samuel Amaro.


Agradeço aos amigos(as) que participaram de investidas anteriores apoiando, e aos muitos que nos remeteram boas energias para concretizarmos essa empreitada. Brigadão meeeesmo!

No cume comemoramos o aniversário do nosso parceiro PH.




A novela que foi essa conquista vai render um documentário... só não sei quando ficará pronto, rs.

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